"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta" autor desconhecido. Como falar em cidadania se a vida humana não tem valor e a cultura da violência aumenta a cada dia, principalmente contra as crianças e os adolescentes. Esse é o objetivo do blog. Combater essa tragédia.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O que fazer no debate sobre a violência - parte I
“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor nos coração e sorriso nos lábios.” Martin Luther King.
O Rio de Janeiro amanheceu diferente no dia 7 de abril de 2011, a entrada de um jovem que matou 12 crianças modificou as manchetes dos jornais no dia seguinte, a imagem da violência também sofreu uma modificação com um tipo de crime que a cidade e o Brasil não estavam acostumados. Desde então diversas opiniões sobre a tragédia vem sendo colocadas, é claro que por mais que possamos tentar a emoção não ficará em segundo plano muito pelo contrário, no entanto é necessário tranqüilidade para que os erros cometidos em outras tragédias ou outros debates sobre a violência não tornem acontecer. É fato que os jovens e crianças assim como os profissionais e as famílias estão traumatizadas pelo fato, mas o restante da sociedade tem a obrigação de manter a razão em primeiro lugar para que as vítimas dessa tragédia não tenham tido suas vidas ceifadas sem que uma solução possa ser encontrada. Os números da violência brasileira e principalmente nas grandes regiões metropolitanas possuem resultados comparados aos de regiões envolvidas em guerra, e a banalização da vida não existe comparação. O que demonstra a dificuldade que teremos no debate sobre uma política de segurança que busque não avaliar só os efeitos, mas, que as causas sejam aprofundadas por todos os setores. Vivemos na verdade uma cultura da violência onde as respostas devem ser rápidas e de forma até radical. Estamos nos acostumando com ela e não estamos mais estranhando noticias de assaltos, mortes de policiais e de bandidos, corpos em malas de carros, em terrenos baldios e quando um ou mais criminosos são mortos pela policia ou um justiceiro a sociedade acaba aplaudindo. No entanto, a violência não é feita só de uma modalidade e tão pouco atinge apenas um setor ou uma classe social, a violência tem sido “democrática”. Mas existe uma urgência que devemos por em primeiro lugar no debate, uma simples pergunta que deve nos conduzir na tentativa de buscar um caminho pra ser seguido. Para onde estou indo quanto um membro de uma sociedade que se considera civilizada? É com esse objetivo que por intermédio desta palestra que irei buscar contribuir, colocando sempre a partir da visão dos jovens que venho entrevistando desde 2008 em diversas cidades e estados brasileiros. O que venho percebendo nessas viagens e entrevistas é uma ansiedade de jovens e até das famílias encontrarem soluções para diversos pontos que não avançaram nos últimos anos e também de algumas tradições que o tempo vem fazendo que deixem de existir principalmente no meio das famílias. Outro ponto importante que precisamos resgatar é quanto o papel importante dos direitos humanos e que vem sendo massacrado devido o sentimento de que a violência vem crescendo justamente devido à luta pelos direitos humanos, o que não é verdade.
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