"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta" autor desconhecido. Como falar em cidadania se a vida humana não tem valor e a cultura da violência aumenta a cada dia, principalmente contra as crianças e os adolescentes. Esse é o objetivo do blog. Combater essa tragédia.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
O jovem e a religião
O jovem e a religião
Apesar de a maioria freqüentar uma igreja não importando a denominação é preocupante o desencanto que um número de jovens principalmente o feminino que declaram não possuir nem “freqüentar uma igreja/religião” e que precisa de uma reflexão por todos principalmente das lideranças religiosas.
Os motivos que tem levado os jovens não se interessarem por uma vida religiosa não esta relacionada apenas em único fato, eles vão desde a falta de estimulo da família ou participação desta até aos escândalos cada vez mais presentes de lideres religiosos em casos de corrupção, escândalos sexuais, envolvimento com trafico de drogas entres outros. Ao deixarem de serem referencias para aos jovens eles acabam contribuindo para o seu afastamento, outro ponto colocado pelos entrevistados esta na forma de abordagem realizada por algumas igrejas, também incluído as “formas como os grupos jovens se encontram” em muitos casos não respeitam a realidade deles.
A “falta de alguma coisa que motive a minha participação” é um exemplo de uma declaração vinda dos jovens. A falta de participação inclusive da família na igreja, aliás, o número de jovens que participam de uma religião independente da participação dos pais deve ser levado em consideração. A Igreja Católica continua sendo a maioria, no entanto é significativo o aumento das pentecostais no meio das protestantes. A presença de um grupo jovem que inclua ações de cultura, debates do cotidiano em conjunto com a questão religiosa têm sido responsável na participação dos jovens na igreja, principalmente na Católica. Nas protestantes existe uma divisão na ação com os jovens, as igrejas tradicionais como a Batista, Assembléia de Deus e Metodista, procuram aliar temas que levam os jovens a terem uma maior participação como encontros, retiros, esportes e músicas até a participação da vida na igreja no que se refere à parte religiosa. Nas pentecostais a musica é um instrumento muito utilizado e sempre voltado para o aumento dos jovens na igreja. Mas a preocupação realmente encontra-se na falta de identificação dos jovens com uma vida religiosa que não esta relacionada preconceito ou de “pagar mico”. O fato é que os escândalos sobre a pedofilia de padres e pastores, do envolvimento com ações que são considerados por eles como não sendo o papel de um religioso como relacionamento com traficantes, com políticos, subornos e questão financeira, apoio a determinados movimentos como o MST, por exemplo, são fatos que segundo os jovens os afastam da religião. Certo ou não é uma visão que deve ser refletida por religiosos, mas também pelos leigos que vivenciam a vida de uma igreja e que têm uma importância considerada. Alguns jovens declaram que freqüentam a igreja devido às meninas, ou seja, com a intenção de namorar. A presença de religiosos em casos de corrupção, escândalos sexuais, envolvimento com trafico de drogas entre outros. Ao deixarem de serem referencias para aos jovens eles acabam contribuindo para o seu afastamento, outro ponto colocado pelos entrevistados esta na forma de abordagem realizada por algumas igrejas, também incluído as “formas como os grupos jovens se encontram” em muitos casos não respeitam a realidade deles.
A ausência dos jovens na vida de uma igreja pode ser uma das explicações da crise de valores e da procura por brigas, bebedeiras, drogas e prostituição e outros envolvimentos com os diversos tipos de crime que acabam colocando suas vidas em risco. Enquanto isso as lideranças das igrejas ficam cada vez mais velhas e não conseguem entender os jovens de hoje. Incluindo os jovens que declaram que acreditam em Deus, mas que também na participam de uma igreja o número total é de 75 jovens, sendo distribuídos da seguinte forma: 55 que não estão incluídas em nenhuma igreja e não se declaram em não acreditar em Deus e 20 que declaram acreditar em Deus, 20 jovens declararam freqüentar só para namorar/paquerar. Apesar da massificação nos meios de comunicação do novo tio de comportamento que vai desde o uso de preservativos até o “ficar” o número de jovens que preferem o “namorar a moda antiga” e que pretendem casar virgens é significativo. As meninas que declaram não estarem presentes em uma igreja tiveram o inicio de sua vida sexual mais cedo do que as estão presentes em igreja não importando a denominação. Outro ponto interessante esta na relação da Fé e da Família, uma parte dos jovens consideram ser em casa o começo da primeira experiência com Deus, não conseguem definir o que seria Fé, se ela é uma experiência individual ou coletiva. A falta de “consciência do porque seguir a igreja” e em muitos casos estão “para a busca de uma solução para um problema individual”. Os conflitos dos jovens na atualidade não esta mais relacionada aos atos de rebeldia tão comum na idade nem a falta de experiência ou a busca pela liberdade, a relação homossexual tem gerado um grande conflito gerando sentimentos confusos, é a busca pelo “sexo seguro” ou um ato de promiscuidade ou será uma “doença” segundo palavra de uns. Segundo alguns jovens existem uma exaltação do homossexualismo fazendo com que a programação se adéqüe ao “politicamente correto” então os filmes, seriados e novelas passam a colocar em seus roteiros a vida de um ou mais casais homossexual feminino ou masculino. Mesmo não ocorrendo nenhum depoimento que possa ser considerado preconceituoso alguns registros merecem destaque: um grupo em Araguaína, cidade do Tocantins disse que um jovem ao se “definir como homossexual nós não o convidamos mais pra participar das festas e jogos do grupo” inclusive ele não era mais considerado um cristão. As meninas por sua vez tinham uma experiência mais harmoniosas considerando “os meninos como responsáveis de termos uma relação assim, pois eles só querem saber de sexo, beber e drogas, enquanto com as outras meninas e até com adolescentes mais velhas é diferente, o carinho e a amizade aparecem sempre”. Na igreja elas não são compreendidas da mesma forma que os jovens não entendem a relação dos pais com a religião, como a posição da igreja em alguns casos. A mudança de religião/igreja não permite um testemunho daqueles que deveriam ser responsável pela formação de seus filhos que caminho deveria seguir. Existem casos de “nesse ano meus pais mudaram de igreja duas vezes”. Com referencia as posições da igreja em certos temas o conflito se torna maior, pois “como pode a igreja condenar meu pai ou minha mãe se ela deveria perdoar os pecados”, Um adolescente de Alexsânia, cidade do estado de Goiás, não aceitava, por exemplo, que “minha mãe não pode participar de todos os momentos da missa porque ela é separada do meu pai” e “ela não vive junto dele porque ele bebia e batia nela, depois de chegar lá em casa vindo das casas de prostituição que tem na cidade”, “o que os padres queriam que ela ficasse apanhando”. Realmente são respostas difíceis de serem dadas, que merecem uma reflexão dos lideres e dos fieis para que possam fazer neste momento delicado que aqueles que acreditam em Deus possam participar sem o medo de julgamentos, não esquecendo que muitos desses jovens poderiam ter outro destino.
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