"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta" autor desconhecido. Como falar em cidadania se a vida humana não tem valor e a cultura da violência aumenta a cada dia, principalmente contra as crianças e os adolescentes. Esse é o objetivo do blog. Combater essa tragédia.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
A família pelos jovens
Diferente do que se pode imaginar, os jovens possuem uma enorme preocupação com a família e colocam o seu pensamento de forma transparente, não deixando duvidas sobre sua expectativa para o papel e a importância da família para eles. Não tem fugido aos olhos dos jovens o falso moralismo que se construiu no Brasil por parte de setores da sociedade (e que não são poucos), que de apresentam como os paladinos em defesa da ética, dos bons costumes e no combate aos delitos e crimes cometidos pelos outros, e, no entanto, são os primeiros a cometerem erros “insignificantes” que acaba demonstrando a total falta de respeito pelos direitos dos outros. Outro aspecto que acabamos encontrando está de que a falta de educação não é a única responsável pelas mazelas que vem ocorrendo no Brasil e no mundo, evidencia sim, que acima de tudo estamos perdendo a capacidade de amar, da defesa da humanidade e o mais grave, a vida vem sendo colocada em um plano inferior e sem valor, o resultado encontramos nas relações conflituosas no seio das famílias o que confirma também a perda dos valores tão marcante e sempre presente no passado na vida das famílias. Mas afinal, qual a diferença que existe na família atual para a do passado, o que mudou, e o que podemos fazer em defesa da família para que ela não retorne ao autoritarismo e com isso diversas situações sejam colocadas debaixo do tapete como ocorria no passado.
“A mim me dá uma pena e preocupação quando convivo com famílias que experimentam a tirania da liberdade em que as crianças podem tudo: gritam, riscam as paredes, ameaçam as visitas em face da autoridade complacente dos pais que se pensam ainda campeões da liberdade. (Paulo Freire, 2000)
Nas entrevistas realizadas com centenas de jovens algumas respostas merecem uma reflexão por parte da sociedade, a maioria dos pais não haviam concluído os estudos, e das famílias residiam na periferia das cidades sem acesso a ferramentas que poderiam contribuir na formação intelectual desses jovens. Existem diversos artigos que procuram definir a importância da família no dia a dia dos jovens na escola, no esporte e lazer, na casa, na igreja enfim, em todos os espaços que possamos imaginar. No entanto continuamos errando em não escutar o que as crianças e os jovens pensam, justo eles que são o resultado positivo ou negativo a partir da ação que for desenvolvida pela família. E os jovens mostram que a família moderna não vem cumprindo com o seu papel, assim como a família antiga também cometia suas falhas. Mas ela é importante no momento em que a união se transforma na mola que punciona a vida de cada um, assim temos a necessidade de mostrar a todos que ao construirmos um modelo de família baseado na verdade e no amor em conjunto com respeito estaremos pavimentando a estrada que levará a sociedade a encontrar a base para um novo tempo. Assim pensam os jovens entrevistados, que acreditam em algumas tradições como a de juntos sentarem-se à mesa para as refeições, valorizam a bênção que pedíamos aos componentes mais velhos da família e o respeito. Então o que aconteceu para que esses pontos tão importantes caíssem no esquecimento e porque mesmo naquele tempo algumas situações de constrangimento e de violência ocorriam na família, da mesma forma que ocorre nos dias de hoje e ainda com uma violência gratuita que deve nos levar a refletir nosso papel.
Como podemos observar a família sofreu algumas mudanças nas ultimas décadas tanto de conceito quanto de estrutura, outra transformação importante encontramos no aumento dos casos de violência doméstica que vieram a público motivado tanto por novas leis quanto pela atuação do governo federal a partir da constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente. Os meios de comunicação também tiveram um papel importante ao noticiar os crimes ocorridos quanto em campanhas de divulgação da legislação. É importante salientar que a violência e o abandono de crianças e adolescentes não é nenhuma novidade na história brasileira, a novidade está relacionada ao comportamento da sociedade brasileira mesmo com toda hipocrisia.
O mundo atual traz novos desafios, a modernidade e a globalização têm fortalecido o consumismo e o individualismo que nos traz duas marcas para esse novo tempo: a busca pelo prazer a qualquer preço (seja sexual ou da prosperidade) e a perda da cultura e da tradição da família como exemplificamos. É fato que todos os avanços que vem ocorrendo na humanidade acabam atingindo a família seja de forma positiva ou negativa. O papel da mulher, por exemplo, sofreu grandes modificações nas últimas décadas, antes, destinada ao papel de dona de casa ou de geradora de filhos. Chamada de sexo frágil não podia estudar, nem tão pouco votar. Hoje esse papel se modificou por completo; a mulher tem uma importância fundamental no desenvolvimento da sociedade, ultrapassando os 50% da sociedade brasileira. Uma parcela das famílias tem na mulher seu chefe e principal responsável pela manutenção do sustento e da responsabilidade de guiá-las. A era da tecnologia onde o jovem tem acesso a instrumentos que modelam a sua formação e parte de sua consciência, tem dificultado a tarefa da mulher de muitas vezes sozinha educar suas filhas e seus filhos até porque essas ferramentas acessadas com facilidade nos dias de hoje lhes dão acesso a informação, mas ao contrário do que alguns defendem, não transmite conhecimento ou a capacidade de definir que opção seguir. Afinal a tarefa de ensinar cabe aos pais, a família, a sociedade e a escola. Portanto precisamos enfrentar alguns mitos antes que eles sejam a porta para uma verdade que se transformaram em inimigos da sociedade. Um desses mitos que devemos enfrentar está na afirmação de que a degradação da família ou da sociedade está relacionada com o tamanho da família, ou de sua classe social ou ainda da ausência do pai. A figura de um pai e da mãe é fundamental na existência de uma família, no entanto, diversos exemplos da existência de famílias onde a mãe é a única responsável pela sua manutenção nos mostram exemplos de superação e de grandes vitórias. Milhões de mulheres sacrificam sua formação intelectual, de acesso a uma profissão para que seus filhos possam ter um futuro. Elas abdicam de liberdade, de um novo começo com o único objetivo que fazer de sua família um exemplo a ser seguido. Não existe aqui nenhuma defesa de uma família desestruturada da ausência da figura do pai ou da mãe, mas não podemos deixar de mostrar que o tempo moderno contribui para a formação de uma nova estrutura familiar; no entanto, quando o amor se encontra presente permiti a vitória desta instituição chamada FAMÍLIA; quando o amor é o combustível que conduz uma sociedade verdadeira. Precisamos valorizar sempre a existência do amor, da fé e da fraternidade principalmente no convívio familiar. A defesa da família deve ser de forma dura e intransigente, temos certeza de que a sua ausência gera graves conseqüências na formação de cada criança ou jovem, diversas pesquisas realizadas concluíram que pais que tenham condições de ajudarem os filhos nas atividades escolares, tornam o desempenho dos alunos em melhor condição daqueles cujos pais são analfabetos ou que não concluíram os estudos, e novamente a mulher é fundamental, pois a mãe é quem passa mais tempo com os filhos. Assim fica claro toda a contradição e incoerência presente no relacionamento de cada família da mesma forma que existe no meio da sociedade que tem no cidadão comum a sua parte mais frágil e contraditória, com os defeitos naturais que qualquer ser humano possui, ele é pecador, incoerente, apaixonado, indeciso, sensível, volúvel, conservador, radical e até violento em determinados momentos da vida. Assim é cada um de nós.
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