quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Gravidez precoce

Segundo o IBGE, na década de 1991 a 2000, o número de meninas de 10 a 14 anos que foram mães pela primeira vez no Brasil cresceu 93,7%. A gravidez precoce chega a ser alarmante em algumas regiões no Brasil. Do total das mulheres grávidas 19,3% tinham entre 15 e 19 anos de idade, no Pará e Maranhão esse número chegou a 25% o fato preocupante esta no fato que essas mães se encontram na fase de estarem estudando ou em alguns casos de começarem uma vida profissional. Outro problema é que uma parcela dessas jovens não estava estruturada para poder formar uma família enquanto outra parcela já havia se casado. Em 2002 dados do Ministério da Saúde mostrava que foram realizados cerca de 1.700 partos por dia em meninas de 10 e 19 anos, no ano seguinte, essa tendência permaneceu de janeiro a abril foram notificados 200.946 partos juvenis. Isso significa que o parto é o principal motivo de internação das jovens de 10 a 19 anos no Brasil. Os dados referentes ao ano de 2007 da pesquisa sobre Registro Civil do IBGE mostram que 0,8% dos nascimentos registrados no Brasil, as mães tem menos de 14 anos. As mães com idades entre 15 e 19 anos representavam 19,3% dos nascimentos registrados. Outro dado importante é a proporção das adolescentes de 15 a 17 anos de idade com filhos era de 6,3%, mantendo-se na mesma proporção de 1997. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste tinham as taxas mais elevadas e o Sul e Sudeste as mais baixas. Essa é uma triste realidade que se mantém já algum tempo e que a solução esta muito distante de ser resolvida, em primeiro lugar ela não pode ser tratada apenas como problema de saúde ou ainda relacionar a um problema de segurança, já que muitos defendem que a violência é fruto da quantidade de pobres existentes, em ambos os casos o “planejamento familiar” é considerado a solução do problema. Outro ponto considerado seria o trabalho de informação para os jovens como meio de se evitar a gravidez precoce e em muitos casos indesejada, esclarecimento ainda sobre as doenças sexualmente transmissíveis (dsts) com campanhas de incentivo da utilização de preservativos. Em 1998, o Sistema Único de Saúde fez quase 700 mil partos em adolescentes na faixa etária entre 10 e 19 anos. Desses, 32 mil pacientes era meninas entre 10 e 14 anos, o que significa um aumento de 31% dessas intervenções hospitalares do SUS em relação aos cinco anos anteriores. Em 2006, por exemplo, segundo o IBGE, 20% dos bebes nascidos ao longo do ano eram filhos de jovens com menos de 20 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, pra cada cem mulheres que dão a luz no Brasil, vinte oito são menores de idade. Se levarmos em conta a década de 1991 a 2000 segundo o IBGE, o número de mães pela primeira vez no Brasil com a idade de 10 a 14 anos cresceu 93,7%. As causas desse crescimento da gravidez precoce estão no despertar cada vez mais cedo da sexualidade e do conceito da liberação dos costumes. Este foi um momento delicado do trabalho, principalmente com as adolescentes, era um momento de expor uma intimidade que nem todos estão preparados principalmente as jovens. Mesmo assim a pesquisa, a conversa e logo após a realização da palestra foi um momento rico onde a participação dos jovens foi importante. A maioria das jovens se declarou virgens e consideram importante essa posição. Ainda assim o número de adolescentes do sexo feminino que já tiveram relação sexual cada vez mais cedo é significativo. Também é preocupante o número de adolescentes que já são mãe, e mais ainda o número daquelas que largam os estudos devido à gravidez, seja por vergonha, por não conseguir conciliar os problemas gerados pela gravidez, em alguns casos, considerada de risco. As meninas começam a vida sexual mais cedo do que os meninos, aliás, uma tendência que vem crescendo algum tempo. Das 160 meninas entrevistadas 30 tiveram sua primeira relação sexual antes dos 15 anos, dessas, quatro eram mães, 10 tiveram sua primeira relação com 15 anos de idade. Durante o período das entrevistas 25 jovens eram mães e 15 estavam grávidas. Oito haviam abandonado a escola. Esse quadro inicialmente poderia passar uma imagem de que os jovens não se previnem no momento de sua relação sexual o que não é verdade, todos que declararam ter ou já ter tido uma relação sexual utilizaram métodos contraceptivos. O mais utilizado é a camisinha, no caso das meninas a pílula e até injeção foram citados, mas um fato que mostra a cabeça das jovens nos dias de hoje está na utilização da camisinha, mesmo assim observamos que o número de adolescentes grávidas ainda continua acima da média. Em alguns casos os jovens tiveram uma união estável ou casada, outros declaram ter havido uma união informal, se encontravam às vezes. Cinco jovens tentaram realizar o aborto, fosse tomando remédio adquirido em farmácias ou por intermédio de ervas. Atitude devido à reação das famílias ao tomarem conhecimento da gravidez.

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