terça-feira, 19 de novembro de 2013

EU, VOCE, NÓS E AS DROGAS.

Todos os dias os meios de comunicação falam sobre os dramas vividos por famílias que possui pessoas que vivem a luta contra as drogas, enquanto isso a sociedade segue em sua frenética discussão, pois, não podemos chamar o que vem ocorrendo como um debate. A situação em que vivemos e que vem destruindo vidas e famílias pelo mundo todo e que infelizmente a sociedade brasileira ainda não despertou pra esse grave problema relacionado às drogas, é uma questão de saúde ou de segurança, é apenas uma questão a ser enfrentada como onda de violência ou falta de políticas publicas a verdade é que existe uma omissão da sociedade devido muitos dos jovens ou dos maridos e das esposas pertencem a famílias de classe média ou alta e que tenta de todas as formas esconderem o problema enfrentado e que não conseguem encontrar as respostas mesmo gastando grandes quantias. O ponto em questão é que existe nos dias de hoje uma verdadeira epidemia e a cada dia foge do controle de todos, os governos e da sociedade. A busca por experiência de outros países tem sido o foco do debate em vários momentos deixando de lado pontos fundamentais relacionados à nossa vivencia totalmente especial se comparada com os exemplos já apresentados. A violência promovida pelo tráfico e a organização da comercialização e da lavagem de dinheiro existe em todas as partes do mundo tanto que a união das mais diversas forças policiais espalhadas no mundo vem combatendo o Trafico Internacional de Drogas hora obtendo sucesso outros momentos derrotas. A maior derrota acredito encontra-se no que fazer na linha de prevenção e mais ainda no envolvimento das famílias de forma positiva nas soluções do tratamento dos dependentes químicos. O apoio para que cada família esteja presente em cada reinicio talvez seja aparte mais difícil e desgastante tanto pra família quanto para o dependente, pois neste momento surgem as desconfianças, o medo de outras recaídas acontecerem e que é uma experiência assustadora. Nas entrevistas que realizei com os jovens em varias cidades a droga surgiu sempre como uma das maiores preocupações indicadas por eles fosse pela participação de amigos ou de seus familiares, e quando um dos pais era o envolvido direto a angustia e o sofrimento estava estampado de forma cruel em cada rosto. A crise existente nas famílias assim como a violência domestica muitas das vezes tem o álcool e a droga como cúmplice ou o combustível principal da violência praticada. A verdade é que as drogas mexem na economia, pois muitos dos profissionais perdem seus empregos devido à dependência gerando prejuízos para as empresas, é também um problema de saúde, pois muitos são internados após overdoses e remédios e leitos de emergência são ocupados pelos dependentes que dão entrada nas unidades de saúde recursos são destinados pra tratamentos de dependentes químicos que poderiam ser utilizados em outros doentes. É preciso que fique claro que em nenhum momento defendo que eles devem ser entregue a própria sorte muito pelo contrario a reflexão no caso é para mostrar o quanto a ausência de uma ação preventiva em que possamos envolver as famílias tem custado ao Estado investimentos que poderiam ser evitados. O enfrentamento policial tem sido questionado por varias lideranças políticas como se outras políticas já tivessem sido realizadas e o interessante esta nos rostos desses políticos, pois muitos já exerceram mandados que poderiam ter realizado alguma ação no sentido e pelo contrario tiveram as mesmas atitudes nas quais realizam as criticas atualmente, como e o caso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Esquecem que temos uma situação de confronto aonde uma população inocente vem sendo dizimada seja por criminosos ou pelos policiais e que não concordam com um tratamento diferenciado aos dependentes químicos que devem ser ouvidos é o que manda a democracia. Por isso a importância de uma ação em que as famílias estejam envolvidas, pois os que vivenciam a dor das drogas dentro de casa podem propor uma política em que eles são afetados diretamente e as famílias vitimas desta violência que é praticada pelo trafico e pelos dependentes devem também se manifestar com o objetivo de atingirmos uma solução longe da hipocrisia e demagogia. Quanto à legalização ou descriminalização acredito que ainda não é momento de se realizar este debate ainda temos muito que avançar nas outras frentes onde todos os dias inocentes se tornam em estatísticas disputadas por governos preocupados apenas em pesquisa eleitorais e gráficos que demonstrem que eles estão acertando suas políticas. A população não é apenas um monte de números o que esta em jogo são vidas principalmente de jovens que deveriam se transformar em ponte para um futuro promissor e não é isso que assistimos todos os dias. A elaboração de textos em que comecei abordar a questão das drogas não tem como objetivo criticar ações ou debates que vem sendo realizadas muito pelo contrário e uma contribuição de uma pessoa que vem percebendo a sua volta às dificuldades que muitas famílias enfrentam e que nós quanto sociedade não nos importamos por achar que não se trata de um problema nosso e que não ira nos atingir mais na verdade é um grande equivoco considerar o problema com as drogas dificuldade ou um drama apenas de quem é atingido diretamente. Ou vamos nos unir ou iremos todos sermos vitimas desse câncer.

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