sexta-feira, 22 de novembro de 2013

AS DROGAS EM NOSSAS VIDAS.

A Campanha da Fraternidade de 1987 realizada pela Igreja Católica todos os anos teve como tema a situação das crianças no Brasil, naquele momento a campanha traçou um perfil da população de crianças que viviam na rua e nas regiões mais desfavorecidas, naquele momento a questão das drogas já era identificada como um dos grandes problemas enfrentados pela sociedade e que com certeza seria agravada com o passar do tempo se algo não fosse feito de concreto. Nas cidades era visível observar nos menores e nos adultos que viviam nas ruas o consumo de cola e removedor também conhecido como redutor em alguns lugares como na Praça de Sé na capital paulista já havia o consumo de uma droga chamada de crack. Em minha opinião aqui esta o ponto central da epidemia que observamos no momento quando falamos das drogas, a falta de ações naquele momento que atuasse na dependência química ou drogada ou ainda viciada como eram chamados os que perambulavam pelas ruas das cidades nas regiões metropolitanas brasileiras talvez nos dias hoje tivessem uma situação diferente, no entanto, tanto a sociedade quanto os governos da época não tinham como prioridade resolver este problema especifico tendo em vista quem seriam beneficiados, a indiferença, preconceito ou ainda uma visão discriminatória com as pessoas envolvidas tivemos como soluções programas populistas como sempre e ainda uma política repressiva com instituições sem respeitar os direitos das crianças ou menores como eram chamados na época, os adolescentes e jovens em geral, as instituições como ação um tratamento baseado na mais na repressão do que atuar em um processo que os transformasse em sujeitos com diretos e também deveres, mais eram vistos como um peso para sociedade, não passavam de vagabundos, delinquentes que não queriam ter uma vida de compromisso e sim uma vida fácil se podemos chamar viver nas ruas entregues as regras nem sempre de respeito compreensão ou ainda de entender que erros podem ocorrer. A verdade que nada foi feito e gerações e mais gerações surgiram daqueles que viviam nas ruas, primeiro das grandes cidades a seguir nas médias e hoje podemos ver população de rua ate nas pequenas cidades da mesma forma que a violência foi se expandindo e diferente que os especialistas podem dizer a relação daquela época com a vivida na atualidade possui muitos pontos que não se relacionam. O debate sobre a melhor forma de enfrentar o problema das drogas possui diversas visões baseadas em exemplos posto em pratica em diversos países pelo mundo afora tanto as propostas radicais quanto as que dizem que o caminho não esta na criminalização do dependente químico por se tratar de uma doença por isso deve se transformar em caso de saúde pública e não de segurança. O enfrentamento ao tráfico de drogas na forma como é realizado também tem sido criticada pelo numero de mortes de pessoas inocentes assim como dos dependentes, enquanto essa queda de barco acontece continuamos assistindo nas ruas mais crianças, jovens e adultos perambulando pelas ruas como mortos vivos sendo recolhidos pelas prefeituras e levadas para abrigos nem sempre em condições de receber e atender de maneira digna esses doentes. Outro problema esta na identificação dos possíveis responsáveis por essa situação, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) vem sendo considerado o grande responsável tanto pela criminalidade infanto juvenil quanto pela forte presença das drogas no meio desta população sem, no entanto levar em conta o que realmente diz os artigos da referida lei. As ações que deveriam ser realizadas pelos municípios e que chamais chegaram a acontecer de verdade são desconsideradas pelos críticos e recursos é gasto de forma equivocadas apenas pra justificar o seu recebimento sem ter como objetivo atender os que realmente deveriam ser prioridades como determina a Lei. A falta de estrutura das cidades são vergonhosas e sem justificativas se levarmos em consideração que o ECA foi sancionada em 1990, ou seja, há mais de trinta anos. Revisões do Estatuto são propostos sem que a sua essência ainda tenha sido colocado em pratica que o seu objetivo principal tenha sido alcançado. Então precisamos nos perguntar qual foi nessa reação ao que assistíamos no fim da década de 80 e nos anos 90, o que fizemos quanto família pra que nossas crianças e jovens não tivessem as drogas como uma saída para nossa ausência quanto pais ou responsáveis e mais ainda quanto sociedade preocupada e que diz que as crianças são nosso futuro e por isso nossa prioridade. Se refletimos de verdade o quanto as drogas estão presentes em nossas vidas direta ou indiretamente e como somos atingidas por elas e o que fazemos pra que seus efeitos sejam cada vez menores em nossas vidas. Como pai e em breve avô venho tentando cumprir com meu papel de cidadão preocupado com o que nos reserva o futuro caso não tenhamos uma atitude de enfrentar de maneira firme essa situação. Olhemos para trás e vamos ver quais foram nossas falhas e como concertar assim talvez quem sabe uma solução seja alcançada. Mais acima de tudo precisamos ter claro como as drogas agem em nossas vidas quanto pessoa e sociedade.

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