segunda-feira, 18 de novembro de 2013

AMOR DE FAMÍLIA O REMÉDIO PARA ENFRENTAR AS DROGAS.

Você que é pai ou mãe quando foi que não choraste ou sofreste por uma doença de seu filho por mais boba que fosse ou quem nunca chorou quando percebemos que o assunto é mais grave e que foge do nosso controle que não depende de nossa ação ou carinho. Você que é filho quando foi que as lagrimas escorreram de seus olhos quando soubeste de uma doença de seus pais ou que tenham sofrido um acidente por mais bobo que tenha sido e que não tenha nenhum risco pra sua saúde ou vida. Nós sofremos quando as noticias sobre nossos avós ou tios e primos são aquelas que queremos que sejam sempre proteladas, sofremos quando nos achamos impotentes de fazer alguma coisa que possa ajudar ou confortar uma pessoa querida. Assim é a família assim deveria ser a família uma união uma fraternidade cheia de cumplicidade e de defesa, uma grupo onde todos fossem um e que todos se sacrificassem por cada um. O debate realizado com o objetivo de se enfrentar da melhor forma a situação das drogas existente no mundo tem focado entre as propostas da legalização, da criminalização ou ainda da descriminalização. Existe também a defesa de que se trata de uma doença, portanto deve ser encarada como uma situação de saúde pública. Eu não gostaria de participar deste debate sem deixar de lado o que entendo ser a parte mais frágil do problema que é a família, a dor de um pai ou de uma mãe, a dor de um irmão ou de uma irmã que não suporta assistir alguém tão próximo se afundar em um caminho onde muitas das vezes não tem volta. Temos os casos das esposas que assistem por anos a destruição do companheiro ou do marido com a companheira e percebe o quanto são impotentes nesta luta, poderia falar dos amigos mais é a família que vem sendo penalizada, sacrificada e muitas das vezes destruída por esse câncer que a sociedade não tem conseguido enfrentar e que se tornara cada vez mais difícil caso não tivermos a sensibilidade de entender que o caminho é o de preparar as famílias como a ferramenta mais importante e que só ela será capaz de vencer esta luta. Cada um de nós conhece uma família que tem se tornado refém desta desgraça e que sozinha não consegue sair e em muitos casos sobreviver a um dependente químico na família ou viciado como muitos falam não importa o nome que se de a verdade que a doença esta dentro de milhões de famílias e que nós quanto sociedade temos cruzado os braços como se nada fosse capaz de nos atingir há não ser quando entremos na história e nem sempre como testemunhas, mas sim como vitimas. Durante anos trabalhei com menores de rua, acompanhei crianças e jovens de bairros carentes cujo caminho das drogas surgiram em suas frentes, também presenciei famílias sendo destruídas devido essa maldição que se encontra em nosso meio. Em todos os casos hoje percebo com mais clareza que a maior dificuldade de conseguirmos um resultado favorável foi o despreparo da família de entender o que estava acontecendo com ela. E por também não conseguir entender todo esse processo da dependência química não conseguimos ajudar essas famílias, portanto, é fundamental que a sociedade comece a se preparar melhor, pois nunca estaremos afastados do problema mesmo que não ocorra no meio da minha ou da sua mais com certeza neste exato momento uma família muito próxima estará vivendo esse drama e não podemos esperar que ele nos atinja para só assim tomarmos uma atitude. O primeiro passo com certeza não será o do julgamento se tal família e estruturada ou não se teve a ausência do pai ou da mãe no modo de criar o filho ou a filha, não com certeza será a pior forma de lidar com a situação e nada ajudaremos pois este drama não possui classe, raça ou religião é um drama digamos democrático que atinge a todos os setores da sociedade sem dó. É fato que uma vida dentro de uma religião tem ajudado na reflexão no entendimento da doença e em muitos casos como enfrentar sabendo respeitar a dor do dependente. Tenho pesquisado sobre este tema já faz alguns anos e cada vez que leio menos encontro uma solução definitiva, nas conversas com grupos famílias e pessoas que vivem no olho do furacão eu percebo que experiência neste caso não existe que o poço em que entremos é diferente para cada um que o chão que se abre e nos deixa impotentes não é o mesmo, cada um tem seu drama, sua história, seu sofrimento e sua tristeza e seu fim também não são iguais, mais que mesmo assim podemos nos ajudar nos apoiar e trocarmos convivências pra assim encontrarmos forças pra ajudar a pessoa amada a passar por essa tempestade, isso mesmo tempestade, que não temos o controle de quando vira e como vira mais que podemos construir nossa casa que possa suportar os ventos fortes e as chuvas densas. A Fé tem sido o principal remédio pra enumeras famílias e pra isso a vida em uma comunidade religiosa uma receita mesmo sem definitiva, ali será possível plantar e regar o amor nos corações de cada membro da família pra suportar as dificuldades as recaídas e depressões que servem de desculpas pra procura das drogas. Outro ponto fundamental é que não podemos afirmar que só um especialista é capaz de solucionar os casos de dependentes químicos, pois não é verdade, existe um tripé neste enfrentamento onde todos agem como uma equipe e que cada peça são fundamental no alcance do resultado, portanto o especialista, a família e os grupos de ajuda são fundamentais não existe uma obra sem a utilização de todas as ferramentas e precisamos investir na ferramenta mais forte e mais frágil ao mesmo tempo em que é a família, sem ela nada será possível e não percebemos o executivo, legislativo e judiciário entenderem dessa forma e quando falo em investir não me refiro a recursos financeiros para as famílias e sim de passar as ferramentas necessárias que as façam entender melhor todo o problema, feito isso, será possível ir à busca de outras soluções, sei que vivemos momentos críticos que necessitam de repostas ate radicais pra determinadas situações mais caso não tenhamos claro que outras respostas são possíveis de serem encontradas continuaremos enxugando gelo. Setores da sociedade precisam também deixar de preconceitos e visões que atrapalham de forma correta a busca por soluções que diminuam a circulação das drogas no meio da sociedade, como por exemplo, tratar as universidades como lugar sagrado que nada acontece lá dentro o mesmo pode dizer das escolas e outros lugares como lanchonetes, bares, lojas de conveniências e festas realizadas por diversos grupos. Se hoje não temos uma policia preparada não significa que iremos tratar como um demônio mais sim exigir que ela seja preparada para que abusos não ocorram. Mais um ponto deve ser comum na sociedade, às famílias devem se preparar como o único objetivo que deve ser o de ajudar não o de omissão ou fingir que nada acontece ou que se trata de uma normalidade que não existe ou ainda de esconder os erros realizados pra que possa buscar as drogas, elas devem ser preparadas pra transmitir amor e conseguir forças e contribuir no tratamento do dependente químico, caso consigamos dar esse primeiro passo a ponte estará sendo construída.

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