domingo, 10 de abril de 2011

Reflexão

“Pouca coisa é necessária para transformar inteiramente uma vida: amor nos coração e sorriso nos lábios.” Martin Luther King.

A vida é movida por ações, experiências e até conflitos. Nos três pontos existem os prós e contras, os bons e maus, momentos de alegrias mais também de tristezas. Em nossas vidas passamos diversas etapas, o nascimento, a infância, a juventude e a fase adulta. Passamos pela escola, pelo trabalho e pelo casamento, existem os momentos em que a separação às vezes é inevitável e assim cada um caminha por estradas separadas, existe também a união estável. Surgem os filhos, experiência divina e bela e nem sempre amada da forma que deveria. Assim tem sido a história brasileira, como nossa vida é cheia de ações e conflitos e algumas experiências que deixaram cicatrizes difíceis de esquecer. Nossa sociedade possui uma diversidade imensa fruto da nossa formação sendo o cidadão comum a parte mais frágil.
Gandhi na sua busca pela paz e com sabedoria nos deixou a seguinte mensagem: “Se queremos alcançar a verdadeira paz neste mundo e se queremos desfechar uma guerra contra a guerra, teremos de começar pelas crianças; se crescerem com a sua inocência natural, não teremos de lutar; não teremos de tomar resoluções ociosas e infrutíferas, mas seguiremos do amor para o amor, da paz para a paz, até que finalmente todos os cantos do mundo estarão dominados pela paz e amor, pelo que o mundo inteiro está ansiando, consciente ou inconscientemente”. Assim de forma simples ele nos mostra que a criança é a porta, o caminho para um futuro sem guerra. Essa deveria ser a nossa motivação e assim encontrar essa porta com a certeza de que a saída, a solução esta ali na nossa frente. Que futuro pode ter uma sociedade que maltrata violenta e assassina suas crianças e seus adolescentes. Portanto é importante que possamos entender os reais motivos que levam nossos jovens a se envolverem com as drogas, por que os jovens entram na vida sexual cada vez mais cedo, qual o motivo do aumento das meninas numa relação homossexual, a gravidez precoce, essas e outras situações envolvendo jovens são questões que a sociedade precisa debater com seriedade e responsabilidade, caso contrário soluções equivocadas serão sempre as escolhidas como, por exemplo, o debate sobre a redução da maioridade penal onde os jovens são sempre considerados os responsáveis pelo crescimento da criminalidade. A verdade é que há muito tempo os assuntos que envolvem nossa juventude vem sendo colocada em segundo plano, tanto é verdade que nas eleições de 2010 não assistimos nenhum candidato a qualquer cargo, sendo a deputado ou ao senado e principalmente os candidatos a governador ou presidente tocarem no tema. A chamada prioridade absoluta nunca foi levada a sério as políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes não passam de programas isolados sem parceria com todos os setores da sociedade. Sendo assim, encontramos a resposta sobre a dificuldade encontrada pelo poder público de atingir as metas às vezes colocadas. A falta de integração de políticas que colocassem lado a lado educação, cultura e esporte não permitem que a população infanto-juvenil possa ter uma formação saudável.
Sabemos que a rebeldia, os momentos de contestação, de dúvidas são fases da vida e cada jovem assim como o espírito aventureiro. No entanto as mudanças ocorridas nas ultimas décadas tem levado nossos jovens a procurar com uma intensidade maior do que o normal um envolvimento com um modelo de vida que nos leva a considerar nossos jovens como um caso perdido, as famílias se encontram em uma crise que parece não ter fim o que tem levado a existência de uma distancia na relação de pais e filhos que permite a entrada de um agente externo com um oportunismo que tirando proveito da fragilidade existente, vem criando um modelo de vida não só aos jovens, mais principalmente nas famílias cada vez mais fragilizadas. Alguém poderia dizer que os jovens sempre estiveram envolvidos em questões que fogem ao período em que vivem que eles estão sempre se modernizando até nas travessuras, o que é verdade, no entanto, o que assistimos no momento não é apenas uma necessidade de auto-afirmação ou de mostrar que eles são capazes de testar nossos limites. O que está em jogo na atualidade não é apenas uma atualização para os dias de hoje de atos de rebeldia ou tipos de aventuras, ou ainda apenas modelos de criação dos filhos considerados ultrapassados por alguns. A questão que devemos refletir é mais complexa, ela envolve valores que não podemos confundir com conservadorismo ou de atraso nem permitir que valores morais e éticos se transformem apenas em uma tradição extinta.

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