terça-feira, 16 de março de 2010

Jovens atrás das grades. Parte 1.

"De acordo com o censo penitenciário, 51% dos presos do Estado do Rio de Janeiro têm entre 18 e 29 anos. Se nós passarmos de 18 a 34 anos, nós teremos ai 72%. Ou seja 3/4 da população carcerária é formada de jovens e a metade está entre 18 e 24 anos." Este é um dos pontos levantados por Técio Lins e Silva, advogado criminalista, ex-Secretário de justiça do Estado do Rio de Janeiro, na sua participação do Seminário sobre crianças e adolescentes de Rua. Em setembro de 1990 no Rio de Janeiro. Passados 20anos o número de presidiários com idade de 18 a 24 anos é de quase 30% dos cerca de 24 mil detentos no Estado do Rio de Janeiro, 7.184- sendo que 4356 deles não terminaram nem o ensino fundamental. No Brasil todo, a situação não é diferente, estatísticas de 2009 do Ministério da Justiça mostram que a quantidade de detentos nessa faixa estária passa dos 127 mil(31% do total de 409 mil presidiários). se levarmos em conta os presos de 18 a 29 anos, esse número sobe para 233 mil- 57% de toda a população carcerária(fonte: revista Megazine do dia 16 de março de 2010 no jornal O Globo). Fazendo acomparação observamos que nada mudou nesses 20 anos e que coloca em xeque o argumento de que o Estatuto da Criança e do Adolescente é o grande incentivador da crimanalidade infanto-juvenil. Demonstra ainda que o envolvimento de jovens com o crime não é nenhuma novidade, muito pelo contrário e que as causas dos anos 90, continuam a mesma o que também comprova que nada foi feito para que a situação daquele momento se modificasse. E qua reflexão devemos chegar afinal?

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