"Fala-se tanto da necessidade de deixar um planeta melhor para nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores para o nosso planeta" autor desconhecido. Como falar em cidadania se a vida humana não tem valor e a cultura da violência aumenta a cada dia, principalmente contra as crianças e os adolescentes. Esse é o objetivo do blog. Combater essa tragédia.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Liberdade de expressão.
Liberdade de expressão qual a sua fronteira?
Em 2008 iniciei minhas pesquisas com o objetivo de escrever um livro sobre a situação das crianças e dos adolescentes em nosso país, desde então entrevistei autoridades políticas e agentes da sociedade civil, assim como os jovens e responsáveis, professores e médicos e cidadãos comuns. Entender ou mostrar os pensamentos dos mais diversos tem sido uma experiência fantástica e impressionante. Algumas perguntas foram necessárias fazer a mim mesmo na tentativa de entender o que estava acontecendo, devo confessar que não tem sido uma tarefa das mais fáceis. O que me levou a questionar como escrever as opiniões sem cair na tentação de condena-las ou de construir um conceito sem levar em consideração as opiniões dos entrevistados. Optei pelo mais lógico o respeito às informações coletadas. Entender as diferenças de pensamentos e suas opiniões é tão fundamental quanto à defesa das conquistas alcançadas pela sociedade. Vivemos no período do politicamente correto, o que nos leva em muitas ocasiões a nos deixar confusos no julgamento do que é certo ou errado. Nesse sentido o conhecimento se transforma no ponto crucial da construção de uma sociedade que tenha a liberdade como conceito fundamental de sua existência. Os meios de comunicação tem sido uma ferramenta poderosa na defesa da liberdade e pela democracia, mais também foi possível assisti-la caminhando ao lado de diversas ditaduras. Por isso não tem sido fácil o debate sobre a liberdade de expressão principalmente quando referida a imprensa. Com o surgimento da internet ficou mais ágil levar informação a sociedade e assim como a imprensa tradicional podemos perceber pontos negativos nesse veiculo tão poderoso na atualidade. Ao dividir espaço com meios de comunicação já conhecida por todos, os blogs e sites tem repetido erros já tão criticados. Liberdade pressupõe o respeito pelos direitos individuais e coletivos por isso a dificuldade de se conhecer a fronteira entre o preconceito, a agressividade, do ódio e da liberdade de poder dizer o que pensamos e sentimos. A liberdade deve ser sempre valorizada e respeitada, a modernidade nunca deve ser desconsiderada, mas, não devemos esquecer quem somos e muito menos nossa origem, não devemos esquecer os valores quem existem desde os tempos mais remotos, e principalmente o amor, ele é fundamental na construção de uma sociedade e se em nossos corações estiverem só as pedras o futuro não existirá jamais.
É comum nos sentirmos isolados ao não se concordar com temas considerados tabus, não existe em nossa sociedade um pensamento único podemos encontrar os que defendem o aborto, o casamento de pessoas do mesmo sexo, da política de cotas, assim como os que são contra. O patrulhamento realizado em muitos casos de forma violenta tem prejudicado os debates na elaboração de políticas publicas. A ditadura do politicamente correto tem deixado uma falsa impressão do que realmente acontece em nosso país, não somos de esquerda nem de direita como é fácil constatar, sermos tolerantes em muitos casos enquanto em outros nem tanto é um grande problema, a dificuldade de tratar como normal existe uma grande dificuldade, simplificar a situação tratando quem pensa diferente de preconceituoso, de defensor da homofobia ou de fascista quando o discurso é radicalizado não nos levara a encontrar a resposta adequada.
A violência praticada contra crianças e adolescentes e as mulheres é fruto de uma cultura machista ainda existente e de certos conceitos do passado que dizia que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, e bater faz parte da educação, existe até um discurso que diz “eu apanhava e nem assim sou um revoltado com meus pais”, outro diz que ninguém deve se intrometer na criação dos filhos dos outros. São pensamentos que teimam em permanecer em nosso meio da mesma forma há os que defendem que o homem deveria ter mais de uma mulher, pois assim ele seria tolerante com os erros cometido por uma de suas mulheres, e quando perguntado se as mulheres poderiam ter o mesmo direito a resposta é rápida “não, por que os homens são diferentes as mulheres precisam ter outro comportamento, e nós somos homens hora”. Algumas mulheres que entrevistei inclusive defendiam seus maridos dizendo que “hoje em dia essas menininhas são safadas e os homens aproveitam e fazem com elas o que não podem e nem devem fazer com suas mulheres”, essas são apenas algumas das situações que encontrei mais existem outros casos como os relacionados ao trabalho infantil e as drogas, algumas opiniões são tolerantes outras nem tanto. Dizer que é uma questão de educação não é verdadeiro, pois os pensamentos foram encontrados nos mais diferentes níveis sociais e de culturas regionais. Trabalhar essas questões será sempre o maior desafio por parte de nossos governantes e da sociedade, o ódio que podemos ver presente em alguns textos que circulam na internet contra os pensamentos considerados atrasados ou preconceituosos é na verdade uma reprodução da intolerância criticada com uma diferença existe por parte dos “conscientes” a sua violência é justificada por terem sido vitimas antes. Como podemos ver a fronteira dos conceitos ainda estão em uma linha imaginaria onde cada um de nós faz a opção do que é certo ou errado.
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